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O ciberespaço e realidade distorcida

O ciberespaço e realidade distorcida

Por Juninho Mancuso (*)

Atualmente é comum entre as pessoas que utilizam internet a associação de redes de relacionamento, seja para fazer amizades, encontrar conhecidos, se comunicarem com familiares, para bisbilhotarem; ou até mesmo, de forma desesperada, encontrar um grande amor. E não raramente, essas coisas acontecem. Mas o perigo sempre mora ao lado, e é sobre este assunto que falaremos essa semana.

O famoso “fake” pode trazer problemas de ordem jurídica, sendo o responsável sujeito a pena por danos morais, quando identificado na rede de computadores (internet); e obviamente é possível localizar o criador do perfil. Processos são rotineiros e quem acaba pagando é o provedor de serviço para a vítima do perfil, caso haja difamação e calunia.  Também é possível que a polícia localize o local da criação do perfil através do IP (protocolo de internet), e ao criminoso sobre a prisão por infringir o Artigo 307 do Código Penal: “Atribuir-se ou atribuir a terceiro, falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem. Pena: detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave”.

Outro problema relacionado ao falso perfil é o fato de o indivíduo sustentar a identidade e iniciar o estado distorcido da realidade, onde passa a acreditar ser outra pessoa, em muitas ocasiões, alguém famoso. Essa condição pode proporcionar ao individuo frustração, pois a relação com outras pessoas não vai além do contato virtual e, portanto, não traz satisfação ou realização; essa situação de se passar por alguém que no subconsciente não é, proporciona infelicidade e as consequências podem ser adversas, como a dependência da vida virtual e afastamento do mundo real. Por boas razões não enganem os outros e não se enganem; perfil falso é crime e pode ser doença.

Cuidados necessários ao utilizar a internet em locais não seguros são conhecidos, mas não utilizados: não optar por lembrar a senha em computadores de outras pessoas, não permanecer conectado ao sair do computador (logout ou signout) e não repassar a senha de acesso para terceiros.

(*) é empresário, professor, formado em Sistemas de Informação, Pós Graduado em Educação para o Ensino Superior e Palestrante em eventos de Tecnologia.

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