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Evolução, princípios e valores.

Evolução, princípios e valores.

Por Juninho Mancuso (*)

O que dizer da evolução da tecnologia aos nossos filhos, se eles já nascem conectados. Estão sempre ligados nas tendências e sabem, melhor que nós, de todas as criações e lançamentos tecnológicos.
Ver uma criança que aos quatro anos já navega na internet e assiste aos seus vídeos favoritos, que troca de jogo no vídeo game e quando não quer mais, muda para TV ou ainda assiste a um filme em DVD e isso, sem auxílio de um adulto para alternar entre eles. Poderia dizer que não é realidade, se essa criança não fosse o meu filho.
O que pretendo demonstrar é que devemos repensar se estamos ficando obsoletos e antiquados ao ponto de não usarmos telefones “touch screen” ou de não assistir um filme online, não considerando a questão da velocidade da internet é claro; se não nos adaptamos aos adventos de notícias em tempo real: nos metros, nos celulares, nos elevadores e até nas geladeiras. Se ainda duvidamos dos pagamentos online e de toda facilidade das compras coletivas e cupons de descontos na internet.

Devemos nos adaptar sim ao novo e fascinante mundo tecnológico, mas concomitantemente devemos transferir valores éticos e morais às novas gerações que inquestionavelmente, já os deveriam conhecer. Inclusive os mais jovens.

A cada dia, e mais rapidamente, a geração Y evolui. Mas não carregam em seu disco rígido (cérebro) conceitos de realidade cotidiana, de direitos e deveres e, não imaginam sequer, que existem há muito tempo e deveriam ser valorizados. A convivência e troca de experiências humanizadas em simples brincadeiras estão sendo esquecidas. Os princípios morais apagados ou não replicados. Nem os nomes de frutas e legumes, como apresentado em reportagem atual; os pequeninos sabem mais.

A nossa missão é evoluir e sermos espelhos para o futuro, aos jovens, que já nascem adaptados ao meio e que não tem esse fundamento e exemplo. Eles serão com toda certeza tecnologicamente superiores, no entanto alienados e, depende de nós antiquados e conservadores construirmos um novo cenário; instigando a busca pelo conhecimento além das redes sociais e dos vídeos na internet.

A referência e futuro estão, sem dúvida, em nossas mãos e em nossas mentes, no nosso caráter e vivência. E não no mouse e telas sensíveis ao toque. Que venha o dia seguinte!

Até a próxima.
(*) é empresário, professor, formado em Sistemas de Informação, Pós Graduado em Educação para o Ensino Superior e Palestrante em eventos de Tecnologia.

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